As Letras entre a Tradição e a Inovação – GUILHERME D’OLIVEIRA MARTINS

MEMÓRIA DA FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO NA CULTURA PORTUGUESA
A primeira fase da História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1919-1928) merece uma especial atenção não tanto pelas circunstâncias concretas e pelos protagonistas envolvidos, mas pela abertura de novos horizontes de reflexão e conhecimentos. Nesse sentido, importa ter em consideração alguns sinais de modernidade e de diversidade que devem ser recordados. Merece, assim, referência uma leitura dinâmica das humanidades e do diálogo entre saberes. E pode dizer-se que o Património Cultural, como encontro de herança e memória, encontra na história e na tradição da Faculdade de Letras da Universidade do Porto raízes muito ricas que ligam a tradição da cidade ao humanismo universalista preconizado por Jaime Cortesão.

MEMORY OF THE FACULTY OF ARTS AND HUMANITIES OF THE UNIVERSITY OF PORTO IN PORTUGUESE CULTURE
The initial stage in the history of the Faculty of Arts and Humanities of the University of Porto (FLUP) deserves special attention as, over and above the specific circumstances and protagonists involved, it paved the way for new horizons of reflection and knowledge. It is important to remember that, from the very beginning, FLUP’s hallmarks were modernity and diversity. This calls for a dynamic reading of the Humanities and of the dialogue among various spheres of knowledge. It can thus be claimed that FLUP’s history and traditions have provided fertile soil where Cultural Heritage, regarded as the meeting point of memory and heritage itself, has taken root, linking the city’s tradition with the universalist humanism envisioned by Jaime Cortesão.


É licenciado em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Económicas.
Jurista na função pública, integrou os Ministérios das Finanças e da Indústria e Comércio, entre 1975 e 1986, e foi diretor dos Serviços Jurídicos da Direção-Geral do Tesouro.
Foi igualmente assistente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, de 1977 a 1985, tendo lecionado noutras instituições de ensino, públicas e particulares, como professor convidado; entre 1987 e 1995, foi professor auxiliar convidado na Universidade Internacional, em Lisboa; desde 2003, é professor catedrático convidado da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa; desde 2008, também no ISCSP.
Foi presidente do Tribunal de Contas entre 2005 e 2015 e, por inerência, do Conselho de Prevenção da Corrupção, de 2008 a 2015.
A 9 de outubro de 2015, foi cooptado como membro executivo do Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian, sucedendo a Eduardo Marçal Grilo, cargo que assumiu a 16 de novembro de 2015 para um mandato de 5 anos (até 2020).

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