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geTup (3) 2018 – já está online!

A edição deste terceiro número da geTup – Revista de Educação Geográfica da Universidade do Porto, ocorre quase em simultâneo com o convite à apresentação de propostas sobre modelos de aprendizagem móvel para as escolas, cuja submissão terminou a 13 de Abril de 2018. Esta iniciativa enquadra-se no projeto UNESCO –  Fazheng, que visa (…) promover modelos eficazes de aprendizagem móvel aplicados à escola de forma a garantir um ambiente de aprendizagem inovador, apoiando ao mesmo tempo o Objetivo 4 – Desenvolvimento Sustentável expresso na Declaração de Incheon: garantir uma educação inclusiva e equitativa de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida (http://www.dge.mec.pt/noticias/, acedido em 2018/07/04). Esta iniciativa reflete os desafios com que o Ensino atual se depara, no sentido de integrar nas práticas educativas as Tecnologias de Informação e Comunicação, aproximando a Escola de um mundo de representação ‘virtual’ que faz parte do quotidiano dos nossos jovens, quotidiano este que é bem mais completo(xo), integrando emoções, perceções, comportamentos, avaliações ou, entre outros, experiências – temas que a geTup toca neste número que agora se apresenta.

Mantendo a estrutura da nossa revista, os artigos integrados nas cinco secções habituais remetem parcialmente para esta necessidade de mudança/adaptação.

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Já está online o nº 2 da Revista de Educação Geográfica da UP!

Neste ano de lançamento da geTup – Revista de Educação Geográfica da Universidade do Porto, agora no seu número dois, estão a operar-se transformações fundamentais no sistema educativo português. Efetivamente, nos seis meses que decorreram desde a edição do primeiro número, três documentos vêm colocar novos desafios à comunidade escolar, nomeadamente aos professores de Geografia, que facilmente percebem a pertinência dos temas que trabalham com os seus alunos para a concretização da generalidade dos Princípios, Visão, Valores e Áreas de Competências definidas no Perfil do Aluno. Salientam-se, assim, o Despacho  nº 6478/2017, de 26 de julho, que homologa o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória; o Despacho nº 5908/2017, de 5 de julho, que “autoriza, em regime de experiência pedagógica, a implementação do projeto de autonomia e flexibilidade curricular [PAFC] dos ensinos básico e secundário, no ano escolar de 2017-2018”; finalmente,  o documento das Aprendizagens Essenciais (AE) – “orientação curricular base na planificação, realização e avaliação do ensino e da aprendizagem, conducentes ao desenvolvimento das competências inscritas no [PA]” (www.dge.mec.pt, acedido em 2017/10/25.

É neste quadro de mudança e desafio que prosseguimos no segundo número da geTup, integrando um conjunto de artigos que remetem para a reflexão/intervenção em didática da Geografia e para perspetivas e eventos que, pela sua pertinência e/ou atualidade, merecem destaque enquanto espaço de (in)formação para professores e estudantes – linhas e imagens para ler que permitem percorrer diversos aspetos associados ao ensino e educação geográfica.

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Na secção “refletir”, Marcos Elias Sala e José Jesús Reyes Nuñez,  convidam o leitor a posicionar-se entre 1781 e 1914 para analisar a “Representação cartográfica do relevo em mapas escolares [a partir de] soluções cartográficas e didáticas em atlas escolares antigos da Hungria”, soluções estas que “…se continuaron desarrollando en los años posteriores e incluso hoy continúan siendo parte de los principios de edición de muchos atlas escolares en el mundo”. Em linha, também, com questões de metodologias e recursos para o ensino da Geografia, Maria Helena Ramalho posiciona-nos “Nos meandros da transposição didática: dos ziguezagues da legitimidade à diversidade de possibilidades” para expressar as “…preocupações que têm sido recorrentes no seu percurso profissional e que se consubstanciam principalmente no esboçar de possibilidades e no constatar constrangimentos para a concretizar”.

Entre os jovens professores de Geografia que concluíram os relatórios de estágio, destacam-se na secção “intervir” deste número da geTup os resultados da sua investigação-ação em quatro temas distintos: Adriana Carvalho discute “O jogo didático nas aulas de História e Geografia”, concluindo que a gamificação “…funciona muito melhor como estratégia de desenvolvimento de conteúdos, do que como estratégia de motivação ou de consolidação”; Elisabete Domingos relata-nos a sua experiência de estágio durante a qual procurou perceber se a “deficiência visual [constituiu] ou não um obstáculo ao desenvolvimento da função docente em História e Geografia”; Hélder Quintas Oliveira retoma o tema da “paisagem como elemento integrador no processo de ensino-aprendizagem” para dar conta de atividades baseadas em “…trabalho de campo, com recurso à descrição de paisagens [concluindo] que a leitura da paisagem é fundamental para a educação geográfica e pode ser um cenário de convergência interdisciplinar”; finalmente, Marta Ramos explora a utilização do Facebook como estratégia de ensino-aprendizagem, discutindo a importância das redes sociais como complemento do ensino presencial concluindo “…que as ferramentas disponíveis proporcionam a partilha de informação e facilitam a comunicação e interação alunos-professor, contribuindo para o aumento da motivação e melhoria do processo ensino-aprendizagem”.

A perspetiva da geTup dá voz a Nicole Devy Vareta que, 20 anos após a publicação de uma entrevista sobre incêndios floresteis no Tripeiro, de forma muitíssimo oportuna é desafiada por Jorge Fernandes Alves a revisitar o seu texto para atualizar a leitura que então fez sobre a “Floresta – uma riqueza mágica”. O momento em que a Professora faz esta atualização da informação é particularmente relevante – à tragédia de Pedrógão Grande, vieram juntar-se os incêndios que devastaram vastos hectares de floresta a 15 de outubro último!

Numa outra vertente, agora de ligação com as escolas, a secção “acontecer” remete-nos para a “Perceção do risco: ensaios no ensino secundário”, através de uma atividade realizada com professores e alunos do ensino superior (Mestrado em Ensino de Geografia da FLUP) e do ensino profissional (Escola Secundária da Senhora da Hora). Experimentaram-se diversas metodologias de sensibilização, levantamento e registo gráfico e cartográfico de eventos de base territorial que, na ótica dos jovens alunos, configuravam situações de perigo que deveriam ser objeto de atenção e correção.

Finalmente, o jovem geógrafo Gabriel C. Ferreira marca encontro algures pelo Douro para nos levar até à cidade imperial de Toledo, através de um texto onde recorda uma viagem realizada por “três geógrafos e nada por coincidência viajantes” no verão do ano passado, a que chamou “O Vale do Imperador – Percurso Geográfico”.

I Conferência geTup

Com a “I Conferência geTup” o MEG dá início a mais uma iniciativa anual que pretende trazer à FLUP dois oradores que abordam temas atuais e pertinentes para o ensino educação geográfica.

Este ano,  incluímos neste evento o lançamento da geTup – Revista de Educação Geográfica da UP, cuja apresentação ficou a cargo de Laura Soares.

PROGRAMA
14:45 – Sessão de Abertura
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15:00 – Conferência “Nos meandros da transposição didática – dos ziguezagues da legitimidade à diversidade de possibilidades”, por Helena Ramalho (Escola Secundária da Boa Nova, Leça da Palmeira)
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16:00 – Debate
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16:15 – Intervalo
16:30 – Lançamento do 1º número da Revista Eletrónica GETUP
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17:00 – Conferência “Cartografía para niños: actividades y proyectos”, por Jesús Reyes (Universidade de Budapeste).
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18:00 – Debate
18:15 – Encerramento dos trabalhos

Uma tarde de trabalho muito enriquecedora! A revista pode ser consultada aqui http://ojs.letras.up.pt/index.php/GETUP, e as conferências serão publicadas no próximo número da geTup 😉

XXXI Encontro Nacional de Professores de Geografia

Mais uma vez o MEG fez-se representar no XXXI Encontro Nacional de Professores de Geografia por um pequeno grupo de estagiários – os mais jovens e dos mais participativos deste encontro!

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Nada teria sido possível sem a criatividade e capacidade de iniciativa destes estudantes estagiários. De igual modo, o incentivo da Presidente da APROFGEO, Drª Emília Sande Lemos, que, desde o primeiro momento, apoiou as propostas de trabalho sugeridas pelos nossos muito jovens professores de Geografia, foi determinante para o sucesso das intervenções!

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Além dos trabalhos de apresentação da saída de estudo do terceiro dia, em co-autoria com uma das nossas Orientadoras Cooperantes exibiram um poster cuja miniatura e resumo apresentamos de seguida.

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“ESCUTO E ESQUEÇO; VEJO E RECORDO; FAÇO E ENTENDO” (TAO TE KING)
Lemos, P.; Rocha, J.; Ribeiro, S.
Palavras-Chave: Didática da Geografia; Ensino; Metodologias Alternativas; Inovação Pedagógica;

Confiem em Tao Te King, porque nós também acreditamos e confiamos! Acreditamos na construção e criação de uma (nova) filosofia de aprendizagem, confiamos que podemos fazer melhor, que podemos ser melhores!
Ontem (quase que) fracassámos, hoje (re)inventamo-nos, buscando incessantemente novas e modernas estratégias pedagógicas que ofereçam aos nossos alunos uma abordagem criativa e compreensiva daquilo que lhes tentamos, tão apaixonadamente, transmitir. Procuramos, e acreditem, nunca desistimos, aquela técnica que despertará finalmente o seu interesse, que cativará o seu natural e apático desencanto, a sua atenção, a sua reflexividade. Mas, de dia para dia, quase que desanimamos… queremos tanto que esse tal método pedagógico que continuamente adoptamos e reinventamos para os surpreender seja o nosso “caminho” que no seu incessante aperfeiçoamento, acabamos por nos perder! E então reencontramo-nos no meio de um turbilhão de estratégias e técnicas pedagógicas, de pedagogias mais dinâmicas, interactivas e de metodologias e métodos super diversificados. Desde o velho (e quase esquecido!?) método tradicional aos métodos demonstrativo, interrogativo e ativo, os nossos alunos continuam pacíficos e apáticos e nós irrequietos e inquietos. Precisamos de mais! Procuramos desenfreadamente de algo que os faça vibrar… de encontrar e de utilizar métodos mais interactivos, mais brincalhões, mais descontraídos e menos formais (por exemplo, Brainstorming, Role-Playing, Kahoot ou Think Pair Share).
Devem estar a questionar-se “Isto tudo para quê afinal?”. Simplesmente para vos (re)lembrar que, na nossa profissão (mais do em qualquer outra, talvez) o caminho se faz caminhando… (Re)Aprendam, apliquem, fracassem, (re)inventem e recomecem, mas nunca desanimem. Nunca mesmo, porque até nós já compreendemos que não se pode exigir um método que seja eficaz em todos os casos!

Estamos a construir a revista de Geografia e Ensino da UP!

Vem conhecer a geTup – Geografia & Ensino | UP“!

A revista GETUP – Geografia e ensino da UP, é uma publicação online da iniciativa do Mestrado em Ensino da Geografia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto que reúne contributos de diversas áreas científicas sobre ensino e educação, privilegiando os de âmbito geográfico. É neste contexto que a GETUP se abre à publicação de trabalhos de investigadores, docentes e estudantes para partilhar e divulgar experiências e reflexões de todos os níveis de ensino.
O forte sentido de estímulo e promoção das atividades e resultados da investigação constitui a âncora para a definição de cinco secções temáticas que se articulam na necessidade de refletir sobre as questões do ensino para que se possa intervir em contextos escolares, tendo por base as múltiplas perspetivas científicas passiveis de construção a partir das mais variadas fontes. Finalmente, a GETUP dá asas ao que acontece nas escolas através da possibilidade de divulgar atividades, inclusive aqueles eventos em que é preciso sair da sala de aula para ensinar&aprender.

5 secções: Refletir | Intervir | Perspetivar | Acontecer | Sair

  1. Refletir: artigos científicos de ensino e educação em todas as áreas do saber, em particular da Geografia;
  2. Intervir: artigos de divulgação da investigação académica feita por jovens professores em formação;
  3. Perspetivar: artigos com entrevistas, resenhas de livros e filmes, leituras de exposições, entre outras situações cuja visibilidade merece ser promovida;
  4. Acontecer: relato de projetos e/ou múltiplas atividades escolares;
  5. Sair: área animada por imagens e sons de viagens, saídas e/ou visitas de estudo, através de posters ou recursos multimédia originais.

De publicação semestral, a GETUP aceita trabalhos em português, francês, espanhol e inglês, podendo, em função das normas de cada secção temática, ser utilizado texto, imagem e/ou som.